Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

no planeta Mia tudo acontece...

 

 

Eu meto-me em cada uma… enfim!!

 

 

A Nokas estava seriamente tristinha. Os seus olhos tinham perdido o brilho, continuava com o ar mais doce da vida… mas estava infeliz. Depois de muitos miminhos compreendi o porquê da sua melancolia. Coisas de amor. E essas “coisas” de amor são tramadas, principalmente quando arrebatam um pequeno coração de oito anos e para complicar mais a questão… este não é correspondido. Do que consegui apurar parece que o rapaz não é lá muito sensível e acabou por magoar a minha pequena. Mas que bem… mais um para a lista negra daqui da mamã… pelo menos já levou com o rotulo de imaturo e que ainda tem muito para crescer. Ora essa, magoar a minha menina!

 

A minha conversa devolveu uns sorrisos e ternamente me perguntou:

 

-“ mamã, podes brincar um bocadinho comigo?”

 

O mano a brincar com os seus super heróis… a mana bebé a dormir (esta também não faz mais nada… come e dorme… rica vida) e pikena a precisar de mimokas. Consenti, claro.

 

- “ e queres brincar com quê?”

 

- “Com o que tu quiseres…”

 

E a minha inocente resposta foi a morte do artista. Eu já devia saber que esse tipo de resposta, em geral, dá mau resultado. Ah pois dá....

 

- “ então já sei… vou-te pentear e maquilhar!

 

Glup… maquilhar??? Aii a minha vida. A minha filha ia colocar a sua veia artística à prova na minha cara. Literalmente. Sem autoridade moral, uma vez que disse que ela podia escolher, pensei para com os meus botões… “vai sair uma coisa jeitosa. Mas, também não há problema algum… nada que o desmaquilhante não resolva.”

 

Confesso que aqueles dedos pequeninos a elaborarem os penteados mais inestéticos possíveis me estavam a deliciar… deliciar e quase a adormecer. Foi então que a pequena me disse… “deita a cabeça na almofada, vou-te maquilhar”

 

 E eu deitei… deitei e quase que posso afirmar que adormeci. Aquelas mãos suaves no meu rosto, aquele pincelar suave, o sossego e o silêncio fizeram-me relaxar completamente. Deixei o tempo fugir e o choro da bebé fez-me voltar à realidade. A Maria-princesa estava faminta. Fui tratar dela… leitinho, banhinho… ups, hora do jantar, preparação da refeição e sempre com uma ideia na mente: TENHO QUE IR LAVAR A CARA.

 

Mas, quem tem três filhotes, e uma data de coisas para fazer, acaba por coloca-se sempre em ultimo lugar. E assim foi… andei tão entretida que a tarefa lavar a cara, sumiu-se!

 

Como eu tenho uma sorte do caraças, a maldita campainha estava a tocar. Com a Maria-princesa ao colo fui abrir a porta.

 

Uma das minhas vizinhas, uma simpática senhora já com alguma idade, vinha-me entregar uma encomenda. Como não estive em casa, a senhora prontificou-se a ficar com a dita encomenda.

 

 

Olá vizinha, blá,blá… blá,blá… e a senhora a olhar-me por cima das lentes dos seus óculos. Estranhei e pensei que nõ deveria estar a ver bem, talvez precisasse de umas lentes novas.

 

O que me estava a fazer confusão era a pergunta insiste dela: “ mas, está tudo bem? Precisa de alguma coisa?”. Raios… a senhora deve estar senil, já não se lembra o que pergunta. Entretanto, chega o maridão e a conversa findou. Mal fechei a porta o maridão:

 

-“ Não sei o que aconteceu…mas, vai-te ver ao espelho!!- enquanto se ria feito um perdido.

 

Opah, eu não tinha visto o que a filhote tinha feito. Naquele momento fiquei elucidada dos porquê das perguntas insistes da vizinha…

 

Então, não é que a miúda me pintou os olhos de roxo, amarelo e esverdeado. A ideia que dava… é que tinha levado uma valente sova que quase me tinham saltado os olhinhos. Se juntarmos esse acto artístico com a parca luz das escadas… o cenário estava mais que pintado. Só a mim… amanhã ainda vou ter alguém a perguntar se fui vítima de actos violentos. LOL

 

Vou tentar ver as coisas pelo lado positivo… hum… deixem cá ver… bem, ao menos se tiver a fama, não tive o proveito!!

 

Nunca mais, a minha cara jamais irá virar tela para a minha filha… nunca mais aprendo! ARREEEEE...

 

 

 

 

sinto-me: agora a rir...

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Bombardeamento de perguntas... 2 parte

 

 

Acho que traumatizei o meu filho com a história dos pobrezinhos…

 

Depois de explicar à criança que nem todos temos o mesmo poder económico, que nem todos tem uma casa para viver, que nem todas as crianças tem os brinquedos que sempre sonharam e que há muita gente que nem dinheiro para comer têm… o petiz “começou” a ver o mundo de outra forma. A mensagem que lhe transmiti, ou tentei, baseou-se nas diferenças de cada um, o sentimento de solidariedade, e acima de tudo no respeito pelo próximo.

 

O puto deixou-me descansar um dia, sem fazer perguntas, e um pequeno acontecimento fez florir outro rol de perguntas. Mas, não foi as perguntas que me surpreenderam, mas sim, as ilações que o puto chegou.

 

Um belo dia, depois de ir buscar o Dudu ao infantário, um senhor resolveu abrir a porta do seu carro estacionado junto ao passeio. Só tive tempo de travar de uma forma brusca… ou era isso ou levava-lhe a porta e nem sequer lhe pedia licença.

 

O filhote perguntou-me o que tinha acontecido e eu relatei o ocorrido. O miúdo desata a rir e diz que era muito giro isso acontecer “ a mãe arrancar a porta do outro carro”.

 

Chamei-o à razão – de uma forma calma e subtil – e perguntei-lhe se ele também achava piada se fizessem isso ao carro da mamã. Sem dar o braço a torcer diz-me que sim.

 

-“ ai, é?? E depois como vais para a escola, tu e a mana ?? E como vais para o ginásio?”- perguntava eu

 

E o puto não vais de modas.

 

- “ de táxi!!!”

 

- “Não, não ias de táxi. Porque a mamã ia gastar muito dinheiro a arranjar o carro e depois não tinha dinheiro para pagar o táxi…

 

- “ Olha, pedes ao pai!!!”

 

Mas que bem, o puto deve pensar que o pai é dono de um banco, ou que o dinheiro cresce nas árvores…

 

-“ Ó Dudu, para se ter dinheiro é preciso trabalhar muito. O dinheiro não nasce nas árvores, sabias?”

 

O puto cala-se um bom bocado e não desiste.

 

-“ mãe?? O pai trabalha muito, não trabalha?”

 

- “ Trabalha, sim, filho”

 

- “Oh, Pronto! Coitado dos pobrezinhos assim nunca vão ter dinheiro. O pai só trabalha, só trabalha. Olha mamã faz-me um favor… quando vires o papá diz-lhe que ele não pode trabalhar todos os dias. Está bem??”

 

Aiii santa inocência… no seu santo raciocínio se o pai não trabalhar todos os dias, logo ganha menos. E o dinheiro que deixa de ganhar vai para os pobrezinhos…  

 

Vou deixar passar uns tempos e nem sequer vou dar importância às suas questões sobre as pessoas carenciadas. Sinceramente, acho que estas conversas estão a fazer mal ao puto. Já me chegou ou ponto de me dizer que tem vergonha na escola porque a mãe tem dois carros ( um carro e um chasso de estimação).

 

Isto está bonito, está…

 

sinto-me: cansada

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Não Gostei!

 

Acabei de chegar da CUF. Fui com a Nokas a uma consulta.

 

Um dos melhores especialistas de Otorrinolaringologia presta os seus serviços numa das unidades CUF. E é esse o motivo das minhas "visitas" a essa clinica. Devo salientar que o profissionalismo dos profissionais de saude não está em causa, é excelente. Mas, há uma coisinha que me faz uma pequena "comichão". Um pequeno pormenor que poderia ser melhorado... a questão dos trocos.

Desculpem lá, mas se eu estou disposta a pagar o preço que me cobram pela consulta e respectivos exames... e se o posicionameento da CUF está direccionado para o cliente, não deve ser o cliente que tem que descer as escadas, tomar um café por "obrigação" para arranjar troco. Certo??

 

Pode ser mania minha, mas passo-me com este pormenor.

 

- Entro com a miuda, anuncio a nossa presença e peço para realizar o pagamento. Tenho como resposta que não tem troco ( 8 euros). Se eu prefiro pagar com cartão. Respondo que gostaria, mesmo, de pagar com dinheiro. Dão-me a indicação de pagar no final da consulta, talvez já tivessem troco.

 

- Como tinha que marcar os exames da catraia, noutro piso, ainda perguntei se tinham trocar uma nota de dez euros. Também não tinham troco.

 

- Depois da consulta, tento pagar novamente, o cenário repete-se.

 

- A menina ( que não tem culpa alguma) faz um telefonema e pergunta se há dinheiro para trocar a maldita nota de dez. Não há. E tenho como resposta : " vai ter que esperar, que eu vou tentar encontrar alguem que tenha troco"- enquanto me mostra uma lista telefonica - imensa - de 9 andares.

 

Peguei no dinheiro, vim à rua, tomei café e arranjei os "troquinhos". Tornei a subir para pagar a consulta, novamente.

 

Se não tivesse com pressa, sentava-me bem sentadinha à espera que o troco aparece. Assim, tive que me fazer à vida. Só acho triste porque está situação já se repetiu nas mesmas instalações. Custa muito ter um fundo de maneio???  Se eu prefiro pagar com dinheiro, lá devo ter as minhas razões... não sou obrigada a pagar com cartão... pois não????...

 

 

Dá-me vontade de pagar a próxima consulta com moedinhas de 5 cêntimos ( se não fosse o peso, era mesmo isso)... pelo menos não tinha que esperar pelo troco e eles ficavam com montes de moedinhas

 

Enfim, um pequeno desabafo de quem está assim um bocadinho...aborrecida, digamos...

sinto-me: sei lá...

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Domingo, 19 de Abril de 2009

Chove... e por falar em água...

 

 

Sempre que vou deixar os miudos à natação, o professor já está dentro de água com o respectivo equipamento vestido ( calções e touca).

 

Ao ser abordada pelo prof. de natação dos miudos, num contexto fora de água.... fora de água nada que não podia era ter metido mais água!! Sem pensar e com um sorriso:

 

-" Oh, peço desculpa! Nem estava a reconhece-lo vestido..."

 

Que lindo!! Fantástico, maravilhoso... aiiii... quem ouviu deve ter ficado a pensar coisas muito jeitosas acerca da minha pessoa! Cum caraças!

sinto-me: a meter água.. glup, glup...

publicado por Mia às 01:48
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Bombardeamento de perguntas

 

 

Enquanto adiantava umas coisas na cozinha, os miúdos estavam a ver os desenhos animados. Pensava eu que estavam. Tinham mudado de canal e estavam a ver o programa “Extreme Makeover” no canal “People and Arts”.

 

Aqueles olhinhos seguiam com toda atenção à demolição de uma casa. Contudo, as crianças, não estavam a perceber o que se passava. O mais pikeno estava muito indignado. Estavam a destruir a casa de uma família.

 

As dúvidas e a curiosidade aguçada, dos pikenos, fomentaram um rol de perguntas…. Aiiii mãe sofre….

 

Expliquei o objectivo daquele programa. Ajudar pessoas com poucos recursos financeiros a ter uma casa decente para viverem. Demoliam a casa velhinha e em troca construíam uma casa com todo o conforto.

 

Senti que a mensagem tinha sido recebida. Os miúdos faziam perguntas coerentes com o que estavam a observar e eu estava orgulhosa de mim… tinha conseguido explicar de forma simples.

 

Mas, eles são insaciáveis e fui novamente bombardeada. A mais velha começou o ataque:

 

- “ Mamã, porque é os pobres são sempre as pessoas de cor??”

 

Respirei fundo e expliquei que a pobreza afecta todas as etnias, idades e sexo. Não há nenhuma causa-efeito. Ou seja, se é de cor, logo é pobre.

 

O Dudu atento às explicações fazia expressões faciais dignas de serem gravadas. Após as minhas explicações e face ao silêncio da irmã, interveio:

 

- “Ò Mãe eles lá não tem MacDonald´s?”

 

-“Penso que sim…”

 

- “ Então porque não todos trabalhar para lá?”

 

Raios… e eu a pensar que isto estava a correr bem. Na realidade o puto não tem culpa de ser observador (e ter a língua comprida). No Mac que costumamos ir, a maior parte dos empregados são pessoas de cor.

 

Respondi-lhe que eles estavam sem dinheiro porque tinham perdido o emprego. E que quando encontrassem um novo, as dificuldades financeiras iam diminuir.

 

-“ Tu não percebes nada! Nada, nadaaaa!! Queres que eu te explique?” – espicaçava a Nokas

 

-“ Vá, diz lá” – respondia o pikeno já um pouco alterado

 

- “ Eles são pobres porque, porque… olha… tiveram azar!”.

 

Fiquei com a nítida ideia que houve para ali uma lacuna de informação… tenho que trabalhar mais neste campo… tanta conversa para nada. Bahhh

 

O programa prosseguia e estava na parte onde mostram as divisões da casa depois de reconstruídas e decoradas. A casa tinha pequenos luxos que a minha casa não tem. Umas dimensões que a minha não tem… um jardim enorme… que a minha também não tem. E o pequeno observava…

 

-“ mãeeeee, tu também queres uma casa assim?? È fácil, só tens que deixar a nossa começar a cair aos bocados.”

 

Toing!!! Como tudo se torna tão fácil, visto pelos olhos de uma criança.

 

O programa acabou e os pequenos foram arrumar os brinquedos. Sorrateiramente fui vigia-los e oiço o comentário que o Dudu fazia para a irmã:

 

- “ Oh coitados, vão morrer!”

 

- “Vão morrer? Quem?” - pergunta a Nokas

 

-“Os pobrezinhos… tem uma casa tão grande e continuam sem dinheiro para comer….”

 

Vim-me embora em pezinhos de lã. Chega de perguntas….

 

Rais parta os putos…

 

sinto-me: bem

publicado por Mia às 00:46
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Missão Criança

 

 

 

Há uns que dizem que o melhor do mundo são as crianças. Há outros - abençoados sejam - que não se contentam com essa máxima e doam o seu tempo, amor, conhecimentos em prol das crianças que anseam por conhecer o amor de uma família. 

 

Assim nasceu a recem associação "Missão Criança" que tem como objectivo a "protecção da criança em risco e institucionalizada e a defesa dos seus direitos".

 

Para quem não conhece a "Missão Criança" deixo-vos o convite de irem visitar o seu blog... vá deêm lá uma saltada que eles não cobram entrada .

 

A ti, Jorge, desejo que este projecto tão nobre vingue neste mundo de jogos e interesses. E que toda a vossa equipa consiga trazer muitos sorrisos a quem ansea por um filho... a quem ansea por ter uma familia.


publicado por Mia às 20:00
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Sábado, 11 de Abril de 2009

diabinho à solta

 

O meu filho estava a comportar-se de uma maneira indescrítivel. Pessimamente. Por momentos, ponderei se essa era a educação eu lhe tinha transmitido ao longo dos seus quatros de vida. Eu só queria comprar umas peças de roupa para a filhota bebé e ele teimava em correr de um lado para o outro, esconder-se debaixo das mesas, implicar com a mana grande, enfim. o que deveria ser uma tarde agradavel, sim, porque comprar roupa de bebe derrete-me a alma, rapidamente se tornou numa tarde infindável e torturosa.

 

Não sei o que ele tinha, ele não costuma ser assim. E quando se comporta mal basta um ou dois avisos e a coisa fica controlada. Mas desta vez não. Não, mesmo. Eu avisei-o uma data de vezes....e nada. Eu ameacei-o dos castigos... e nada. Eu lançava aqueles olhares fulminantes, que em regra geral até costumam funcionar... e nada. O puto estava embiabrado...grrrhhhh. Estava por unha negra de levar uma palmada aquele rabo... uma coisa que eu não suporto é miudos mal-educados e o meu filho estava a ser um perfeito exemplo de como o que não se deve fazer.

 

A minha paciencia estava por um fio. Estava quase a estoirar... e limitava-me a bufar.

 

Chamei-o mais uma vez e ele armado em engraçadinho tentava-se esconder debaixo de uma das mesas da loja. Aiii jasus, passei-me de vez. Com um mão agrarrei-lhe no braço e elevei-o à altura dos meus olhos ( ai que amanha devo ter a segurança social á porta).

 

o petiz que devia estar a ver a sua vida andar para trás recorre à tecnica de escape:

 

-" aii pára, pára, que me estás a partir as AVEIAS" - juro que não me ri à frente dele... Aveias....LOL

 

 

Disposta a dar um fim a esta tarde, paguei o que tinha já escolhido e abandonamos a loja. No regresso a casa expliquei-lhe o quanto triste estava com ele e que todos as suas acções tinham consequencias. Resumindo, estava de castigo. Quem se comporta mal, não tem direito a recompensas. Para ele perceber que a mamã estava a falar a serio e não era mais uma "conversa seria" deitada fora, encarreguei-me de o demostrar. passei pelo Supermercado para comprar o leite para a Maria- princesa. Já sabia que a Nokas me ia pedir um little pet shop - que já estava prometido - para a sua colecção. E assim foi, comprei o brinquedo para Nokas e ele fez a parte que não estava muito preocupado com isso.

 

Eu a pensar que me ia pedir alguma coisa e esse pedido naturalmente seria negado...mas, o puto não pediu nada e ainda salientou:

 

-" Mamã, não vou pedir nada, hoje. Estou de castigo... estive a pensar e portei-me um bocadinho muito mal".

 

A minha atitude pode ter sido um pouco "cruel", admito. Mas, as crianças tem que perceber que há limites, consequencias e recompensas ou castigos. Meus amigos, remédio santo, hoje fui novamente às compras e eu tinha um anjinho ao meu lado.

 

ahhhh voltando atrás... fiquei a pensar: Ora se lhe estava a partir a aveias - leia-se veias - faz me mim oquê?? Uma "cereal killer", só pode!!

 

 

sinto-me: cansada

publicado por Mia às 00:49
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

uma questão de velocidade

 

 

 

O cardiologista pediatrico da minha Martita solicitou que esta fosse o visitar ao Hospital de Santa Cruz. E nós -como somos muito obdientes -  no dia marcado lá estavamos  a marcar presença.

 

O procedimento naquele hospital dita que todas as crianças devem ser pesadas e medidas antes de ser observadas pelos Srs. Drs. Desta forma, aguardavamos que nos chamassem no corredor da ala das consultas pediatricas.

 

Agora imaginem... um corredor não muito largo, algumas cadeiras encostadas a uma parede, alguns "cestinhos" de bebés, crianças cheias e energia e um carrinho de bebé estacionado à porta do gabinete da Sra enferneira, onde se faziam as pesagens e medições.

 

Entretanto, a Sra. Enfermeira chama mais um paciente. Chega uma menina negra, cheia de tracinhas (tão linda :) ) com 6 a 7 anos. Envergonhada dirige-se para o gabinete. Quase ao entrar aproxima-se uma senhora numa cadeira de rodas e diz à enfermeira que a criança não fala nem compreende portugues.

 

Todos os presentes dispostos a deixar a senhora passar por aquele corredor reduzido começam a  recolher os "cestinhos", a encolherem-se, a fechar carrinhos ... enfim... um pequeno caos...

 

a situação hilariante:

 

- " A menina não fala nem percebe portugues?"  - pergunta a enfª

 

-" Nem uma palavra..."

 

-" e fala que lingua? Inglês, Francês?".

 

- " a lingua de Cabo Verde!"

 

 

Ahhh??? Ora vamos lá... se não me engano a lingua oficial de Cabo Verde é o Portugues...LOL... mas pronto, ainda pensei que a criança devido à tenra idade ainda não tivesse ido à escola e só falasse algum crioulo cabo-verdiano...

 

-" Nós só a  vamos medir e pesar. Quer-lhe dizer isso para ela não ficar assustada?"

 

 a senhora disse que sim, chamou a menina e...:

 

- "Agoooo-ra vais aliiiii pa-ra te me-di-rem e pe-sa-rem. estaaaá bemmmmm? - isto dito de uma forma muito vagarosa

 

e  a criança... acenou a cabeça e sorriu.

 

 

Imaginem a cara de todos os presentes ao ouvir tal. Estavamos todos à beira de colapso pelo esforço brutal de tanto segurar o riso.

 

Não digo que a senhora não tinha o direito de acompanhar a criança, mas podia arranjar uma desculpa menos esfarrapada! LOL

 

 

 

 Por isso, meus amigos, quando forem a Cabo Verde falem de uma forma vagarosa... se possivel arrastem bem todas as vogais e consoantes tambem. Se eles não vos perceberem com a Lingua Portuguesa... com toda a certeza irão vos entender como um crioulo de uma das suas ilhas! LOLOL

 

Pelo amor da santa! LOL

sinto-me: a rir, a rir

publicado por Mia às 00:21
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

whatiiii? Diga lá outra vez?

 

 

E o empregado repetiu o que tinha proferido... 350 euros.

 

... E eu num duelo, o corpo esticava o braço e a mente mandava-o recolher  com o cartão, lá acabei por entregar as três centenas e meia de euros com um nó na garganta e outro no coração.

 

Se ainda fosse um cinto, das calças, que a parte metálica fosse banhada a ouro... ou...Se  tivesse uma pequena pedra preciosa... ou... chegando a extremos, mostrar as siglas de uma marca qualquer em tamanho gigante. É piroso, é sim. Super piroso. Mas, há quem só compre roupa se esta mostrar o símbolo em tamanho XXL... nem que seja comprado na feira de Carcavelos. É piroso, mas é vendável.

 

Mas, não... o cinto que estou a falar não é nenhum acessório de moda. Estou, mesmo, a  referir ao cinto de segurança da minha "latinha".

 

aiiiii... aiiii.... E depois venham cá dizer que a segurança não tem preço. Tem, pois!! Pelo menos a minha vale o que vale... aii que tristeza!

 

 

 

... e já é o segundo cinto que estrago... parece que são eles, os cintos, que não estão em segurança. Optam pelo "suicidio" em vez de andarem comigo de carro... humphs... até parece! bah

 

sinto-me: mais leve, mt mais leve....

publicado por Mia às 00:25
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