Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

O-Balão-do-João-voa-voa-pelo-ar-e-aqui-a-tonta-foi-o-apanhar...

 ( imagem retira da netiiiiii)

 

 

 

Telefona-me o maridão logo pela manhã:

 

-“ Preciso que me faças um favor. Podes passar por aqui?”

 

Respondi que logo que acabasse de desempenhar a minha tarefa de “jarbas” (motorista particular dos filhotes) passava pelo escritório.

 

Deixo os filhotes nas respectivas escolinhas, apanho um trânsito do caraças para chegar e estaciono o carro perto de um infantário.

 

Saio do carro e ouço um coro infantil:

 

- “ Senhora, Senhora!!!”

 

-“ Pode apanhar o meu balão?” – dizia um petiz que não devia ter mais de 3 anos.

 

E eu armada em boa samaritana, olho para o balão voador, apresso o passo com um olho no balão e outro na calçada – para não enfiar o salto nos espaços da calçada – e confiante que vou apanhar o balão dou um pequeno salto enquanto elevo os braços e quando as minhas mãos tocam no balão …. BUUUUUUUUM!!!!

 

Por momentos petrifiquei… só ouvia as vozes das criancinhas: Ohhh Ohhhh!!! Incrédula com o que se tinha ocorrido, só pensava que raio se tinha passado. Porque raio a porra do balão rebentou mal lhe toquei. A resposta era indiscutível. Tinha acendido um cigarro mal sai do carro (sim, no meu carro não se fuma) e com a pressa de apanhar o balãozito, esqueci-me por completo do cigarro. O resultado não poderia ser outro, obviamente. BUUUUMMMM!!!

 

 Olho para o petiz, a medo (confesso com muito medo) e vejo a tristeza a instalar-se no rosto. E agora, perguntei a mim própria? Fujo?? Encaro aqueles 50 olhinhos fixados em mim?? Meto as mãos nos bolsos, olho para o ar, e assobio como se não fosse nada comigo??

 

O alarme foi dado, o puto desata numa berraria pegada e a educadora aparece. Tou lixada… vou ser chacinada por rufias de 1 metro.

 

Através da rede de segurança falei com a educadora. Expliquei-lhe que acidentalmente tinha arrebentado o balão do pikeno. Pedi desculpa à criança que me olhava com um olhar fulminante, se o olhar matasse, acreditem que já estava mortinha da Silva.

 

Apesar da Educadora dizer que não fazia mal, que não era nada de grave, que ele se ia esquecer dentro de pouco tempo, a minha consciência não estava tranquila. O desânimo, a tristeza, que eu vi nos olhos daquela criança não abandonavam a minha mente. Como tri-mãe também não gostava de ver os meus filhos assim tristinhos, e ainda por cima, por minha culpa.

 

Meti-me no carro e zarpei até ao supermercado mais próximo. Comprei balões, muitos balões!

 

Voltei à escolinha, chamei a educadora para lhe dar as embalagens de balões. Felizmente ainda estavam todos a brincar no recreio. Ela chamou o miúdo para falar comigo.

 

- “ Como rebentei o teu balão, e não quero que fiques triste, comprei-te um novo. Para ti e para os teus amigos!!”

 

E a criança - de sorriso rasgado -  agradeceu.

 

… e eu senti-me leve, novamente.

 

È claro que perdi montes de tempo nesta brincadeira. Quando cheguei ao pé do maridão olha para o relógio e indaga:

 

- “ Demoraste tempo. Aconteceu alguma coisa?”

 

- “ Sim… tive que ir comprar balões…”

 

- “ Balões...Balões??”

 

- “ pois… teve que ser…” 

 

                                                                                                     

 

sinto-me: a começar bem o dia

publicado por Mia às 13:22
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5 comentários:
De mamaepedro a 4 de Novembro de 2009 às 15:14
Tu és mesmo um íman de acontecimentos :o)))), mas eu tb faria o mesmo com certeza, até só de estar a ler, senti pena do menino, se visse, seria complicado :o)))

Beijokas


De me a 4 de Novembro de 2009 às 15:50
ihihihihih

Se fumar não mata, pelo menos mói!


Bjoquinhas


De DyDa/Flordeliz a 4 de Novembro de 2009 às 17:28
Olha sabes que mais?...Que bom que rebentou!
Perdeste tempo, deu transtorno mas foi uma aventura com final feliz e linda.

Já agora aproveito e conto uma situação que aconteceu ao meu marido.
Caminhava ele junto à vedação de um jardim infantil quando uma bola passou a saltitar rua fora.
E lá foi ele atrás dela que teimava em escapar.
Andou um bom par de metros, mas lá a agarrou e entregou a um dos miúdos que prontamente soltou um:
Obrigado ó caixa d´óculos!
O meu marido ficou com um sorriso amarelo enquanto eu ria como uma perdida. Claro que depois também riu do atrevimento do pequenote.


De Teresa a 4 de Novembro de 2009 às 18:41
Só tu...são posts como este que fazem todos gostarem de ti! :)

Beijinho grande Mia***


De Witchie a 4 de Novembro de 2009 às 18:50
Bem, deve ter sido uma alegria nesse recreio!

Que gesto bonito


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