Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

uma cicatriz...





-“Mamã, o que tens aí no joelho?”

 

- “Uma cicatriz…”

 

Uma cicatriz que por teimosia me acompanha todos os dias. Veio-me à memória o dia que a ganhei. Tinha acabado de receber a bicicleta que tanto desejava… Uma bmx novinha em folha (daquelas porreiras para o cross e para as quedas).

Nunca fui muito de brincar com bonecas ou de brincadeiras, tipicamente, de meninas. O meu mundo era partilhado com rapazes e suas brincadeiras, nada melhor que um jogo de futebol, uma corrida de bicicleta… e se as coisas corressem mal era menina de arregaçar as mangas e porrada com ela! LOL Era uma autentica Maria-rapaz de tranças até às costas.

Depois de muito melgar a paciência do meu pai, lá consegui a minha “máquina”. Mas, como todas as bicicletas (com cheirinho a novo) os travões vêm muito presos… ou se tem força nas mãos para os conseguir puxar ou senão não trava e o espetanço é garantido.

Anui que deveria amaciar os travões antes de levar a bicicleta para junto dos meus amiguinhos. Nada melhor que treinar na rua onde morava: uma descida íngreme que culminava me forma de L. E assim o fiz… subi até ao principio da rua, vou a volta e preparo-me para a grande descida e sem travões. Weeeeeee é a loucura!! Mal percorro os primeiros  metros apercebo-me do perigo e achei que não era uma boa ideia… o melhor, mesmo, era descer com ela na mão e subir pedalando. Se assim o pensei, assim o fiz! Tudo corria bem se não fosse um servente que estava a trabalhar na casa de um dos vizinhos. Este observava-me e teve uma saída quase tão perfeita como os piropos que, gratuitamente, oferecem… bah

 

- És muito tola! Em vez de desceres de bicicleta fazes ao contrário! Miúda esperta…

 

Aquelas palavras feriram o meu ego. Querendo mostrar que também conseguia descer de bicicleta… preparo-me para o derradeiro desastre de 2 rodas!

 

E lá estava eu a descer a toda a velocidade e sem travões, por mais que os puxa-se estes não respondiam… mais cem metros e a curva aproximava-se… nem tive tempo de virar, galguei  o muro da vizinha ( eu e a bicicleta) e como se não bastasse estar num  estado mísero, inconsolável e cheia de mazelas… sim, toda partida… ainda me vi ladeada de 2 pastores alemães que olhavam para mim com o ar mais desconfiado. Coitados, deviam estar a pensar : “porreiro, agora chove miúdas!!” LOL

 

Desde esse dia nunca mais dei ouvidos aos Homens da obras!! :P

sinto-me:

publicado por Mia às 21:38
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