
O meu filho mais novo é um tagarela de primeira. Tem como habito contar-me, com todos os pormenores e mais alguns, o que fez na escolinha. Desta forma, desligo o rádio do carro e durante o percurso da escola dele até à escola da irmã, sou toda de ouvidos só para ele.
Durante esta semana o catraio escreveu a carta ao Pai Natal na escolinha. Existe uma estação dos CTT bem próxima da escola do Dudu.A educadora achou por bem pegar nos pikenos e levou-os aos correios para que aquelas mãos pequeninas colocassem as suas cartas no marco do correio.
No esplendor dos seus 4 anos, frequentemente é traído pela memória e também pelas palavras. Mas, quando tal acontece desenrasca-se como pode e sabe (nota-se é um tuga, não?)
- “Mamã, hoje fomos por a carta do pai Natal no recreio!”
-“No recreio?”
-“ sim, fomos todos com a P. e a A.”
-“Oh filho, não deve ter sido no recreio. Recreio é quando vai brincar com os amigos, fora da sala, não é?”
- “É! Na rua!!”
-“ Então tu deitaste a tua carta para a rua? Foi isso?”
- “ Não…”
- “ Vá, eu ajudo-te… tu colocaste a tua carta Para o pai Natal no Co…, no co…” – isto na esperança que o miúdo acabasse de pronunciar a palavra correio
- “No cuuuu? No cú?? Oh mamã, isso não se diz e não se faz!”
Nem sequer me passou pela cabeça que o petiz não iria perceber a minha intenção. Enquanto eu fazia um esforço celestial para controlar as minhas gargalhadas, tentava-lhe explicar que a mãe não tinha lhe dito para ele por a carta no PN no rabiosque, como é óbvio! Mas, sim, que as cartas colocam-se no marco do “curreio”.
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